
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
Roda de Conversa
Construindo a identidade e a autonomia por meio da roda de conversas:
Trata-se da investigação da roda de conversa como uma prática educativa, tal como se apresenta em um dado momento no tempo e as normas e regras que dela emergem.
A roda é, portanto, constituinte do processo civilizador maior, ou seja, em uma escala menor, é onde as crianças praticam e se educam para as relações sociais que exigem um grande autocontrole que é apreendido pelas crianças através de contenções externas de corpo e fala. A roda observada possibilitou ainda que seus participantes exercitassem um conjunto de habilidades humanas necessárias à compreensão e interpretação do contexto social vivido, podendo posteriormente utilizá-las para agir sobre ela, proporcionando uma certa interação do aluno com seu processo educativo.
A roda de conversa vai além de estabelecer um momento de bate-papo com a turma, é um momento de incentivo ao exercício da cidadania, da democracia, do exercício de ouvir o outro e ser ouvido por ele também. É um momento bastante agradável do dia, pois é nesse momento que as pessoas conversam sobre os mais variados assuntos, como por exemplo, o final de semana de cada aluno.
Ao aprender a escutar-se a si mesmo, o aluno inicia um valioso processo de auto-conhecimento, possibilitado pela aceitação de sua fala pela coletividade. Esse processo será responsável pela ampliação da capacidade de fazer escolhas e tomar decisões, competindo para a incorporação da autonomia e de uma identidade própria.
Além de ser necessário “pôr as crianças em roda”, é preciso incluir nessa roda o professor-mediador, a quem caberá a difícil tarefa de “fazer a ponte” entre perguntas e respostas, escutar e reconhecer meticulosamente cada opinião, cuidando para que os alunos expressem suas opiniões da melhor maneira possível e considerem com atenção a opinião dos colegas.
Os alunos percebem a roda como um momento coletivo. A atividade mediadora da professora não faz dela a “dona” da roda. A roda de conversa é o espaço de definição coletiva de formas de trabalho, de sua seqüência, de estabelecimento de compromissos e de convívio coletivo organizado democraticamente. Neste “tempo coletivo”, ações individuais que se contrapõem a direitos dos outros são avaliadas, são discutidas, são formalizados os pactos e construídas as partilhas. As atividades a serem negociadas, partilhadas e combinadas durante a roda não se referem somente àquelas desenvolvidas dentro do ambiente da sala de aula. A roda pode ser utilizada, por exemplo, para se combinar atividades extra-classe na forma de lição de casa ou ainda atividades fora do ambiente da sala.
Essa questão das regras, dos combinados da turma, também emerge durante as conversas nas rodas. Conversando, definimos juntos o que fazer para garantir uma convivência harmoniosa. A roda de conversa é um instrumento fundamental na gestão de conflitos, pois estimulam-se o tempo todo de diálogo, a troca de experiência e saberes.
A roda é uma prática em que todos se vêem e são vistos pó todos os seus colegas, e que integra diferentes indivíduos e diferentes opiniões em torno de uma situação coletiva. Neste espaço é garantido o direito de expressão de todos.
A roda de conversa pretende ser, na educação de infância, um espaço de partilha e confronto de idéias, onde a liberdade da fala e da expressão proporciona ao grupo como um todo, e a cada indivíduo em particular, o crescimento "na compreensão dos seus próprios conflitos" (Freire, M. 2002:21). Cada criança é desafiada a participar do processo, tendo o direito de usar a fala para expressar suas idéias, emitir suas opiniões, pronunciar a sua forma de ver o mundo. Falando e escutando o outro que fala, as crianças vão experimentando a construção coletiva de encaminhamentos necessários à resolução de conflitos que surgem no interior do grupo.
Por sua proposta de constituição como espaço do exercício democrático, onde a fala e a sua escuta são os principais instrumentos de participação, a Roda de Conversa torna-se uma atividade "desafiante" para o adulto que proporciona a sua dinamização. Desafiante porque exige que ele "tendo um papel de participante igual ao das crianças, tenha também o papel de coordenador da conversa, sem, no entanto, impor suas idéias ao grupo, castrar a altivez das crianças (como dizia Paulo Freire), tolher sua forma de organizar e apresentar idéias".
A Roda de Conversa pode se dar em diferentes momentos ou situações. Nos momentos "instituídos", ela aparece como parte do planejamento realizado pelo educador e tem por grande objetivo a construção de idéias em torno de um tema gerador e das atividades necessárias para o desenvolvimento do processo. Nestes momentos as crianças são desafiadas a problematizar as questões que surgem e motivadas a uma apropriação do trabalho proposto, de tal forma que "se vejam nas atividades e as percebam como algo delas próprias". Nestas situações, os temas discutidos na Roda de Conversa são, geralmente, apresentados pelo educador. Mas há que ressaltar a preocupação com a não manipulação das idéias construídas.
A roda de conversa é caracterizada pelos educadores de infância como um recurso pedagógico que vai proporcionando o uso da palavra, que não é apenas o som, mas que é, também, pensamento, concepção de mundo, ação, posicionamento diante da realidade.
A criação de um clima de confiança, respeito e afeto em que as crianças experimentem o prazer e a necessidade de se comunicar apoiadas na parceria do adulto é fundamental.
A roda de conversa é o momento privilegiado de diálogo e intercâmbio de idéias. Por meio desse exercício cotidiano as crianças podem ampliar suas capacidades comunicativas, como a fluência para falar, perguntar, expor suas idéias, dúvidas e descobertas, ampliar seu vocabulário e valorizar o grupo como instância de troca e aprendizagem.
Trata-se da investigação da roda de conversa como uma prática educativa, tal como se apresenta em um dado momento no tempo e as normas e regras que dela emergem.
A roda é, portanto, constituinte do processo civilizador maior, ou seja, em uma escala menor, é onde as crianças praticam e se educam para as relações sociais que exigem um grande autocontrole que é apreendido pelas crianças através de contenções externas de corpo e fala. A roda observada possibilitou ainda que seus participantes exercitassem um conjunto de habilidades humanas necessárias à compreensão e interpretação do contexto social vivido, podendo posteriormente utilizá-las para agir sobre ela, proporcionando uma certa interação do aluno com seu processo educativo.
A roda de conversa vai além de estabelecer um momento de bate-papo com a turma, é um momento de incentivo ao exercício da cidadania, da democracia, do exercício de ouvir o outro e ser ouvido por ele também. É um momento bastante agradável do dia, pois é nesse momento que as pessoas conversam sobre os mais variados assuntos, como por exemplo, o final de semana de cada aluno.
Ao aprender a escutar-se a si mesmo, o aluno inicia um valioso processo de auto-conhecimento, possibilitado pela aceitação de sua fala pela coletividade. Esse processo será responsável pela ampliação da capacidade de fazer escolhas e tomar decisões, competindo para a incorporação da autonomia e de uma identidade própria.
Além de ser necessário “pôr as crianças em roda”, é preciso incluir nessa roda o professor-mediador, a quem caberá a difícil tarefa de “fazer a ponte” entre perguntas e respostas, escutar e reconhecer meticulosamente cada opinião, cuidando para que os alunos expressem suas opiniões da melhor maneira possível e considerem com atenção a opinião dos colegas.
Os alunos percebem a roda como um momento coletivo. A atividade mediadora da professora não faz dela a “dona” da roda. A roda de conversa é o espaço de definição coletiva de formas de trabalho, de sua seqüência, de estabelecimento de compromissos e de convívio coletivo organizado democraticamente. Neste “tempo coletivo”, ações individuais que se contrapõem a direitos dos outros são avaliadas, são discutidas, são formalizados os pactos e construídas as partilhas. As atividades a serem negociadas, partilhadas e combinadas durante a roda não se referem somente àquelas desenvolvidas dentro do ambiente da sala de aula. A roda pode ser utilizada, por exemplo, para se combinar atividades extra-classe na forma de lição de casa ou ainda atividades fora do ambiente da sala.
Essa questão das regras, dos combinados da turma, também emerge durante as conversas nas rodas. Conversando, definimos juntos o que fazer para garantir uma convivência harmoniosa. A roda de conversa é um instrumento fundamental na gestão de conflitos, pois estimulam-se o tempo todo de diálogo, a troca de experiência e saberes.
A roda é uma prática em que todos se vêem e são vistos pó todos os seus colegas, e que integra diferentes indivíduos e diferentes opiniões em torno de uma situação coletiva. Neste espaço é garantido o direito de expressão de todos.
A roda de conversa pretende ser, na educação de infância, um espaço de partilha e confronto de idéias, onde a liberdade da fala e da expressão proporciona ao grupo como um todo, e a cada indivíduo em particular, o crescimento "na compreensão dos seus próprios conflitos" (Freire, M. 2002:21). Cada criança é desafiada a participar do processo, tendo o direito de usar a fala para expressar suas idéias, emitir suas opiniões, pronunciar a sua forma de ver o mundo. Falando e escutando o outro que fala, as crianças vão experimentando a construção coletiva de encaminhamentos necessários à resolução de conflitos que surgem no interior do grupo.
Por sua proposta de constituição como espaço do exercício democrático, onde a fala e a sua escuta são os principais instrumentos de participação, a Roda de Conversa torna-se uma atividade "desafiante" para o adulto que proporciona a sua dinamização. Desafiante porque exige que ele "tendo um papel de participante igual ao das crianças, tenha também o papel de coordenador da conversa, sem, no entanto, impor suas idéias ao grupo, castrar a altivez das crianças (como dizia Paulo Freire), tolher sua forma de organizar e apresentar idéias".
A Roda de Conversa pode se dar em diferentes momentos ou situações. Nos momentos "instituídos", ela aparece como parte do planejamento realizado pelo educador e tem por grande objetivo a construção de idéias em torno de um tema gerador e das atividades necessárias para o desenvolvimento do processo. Nestes momentos as crianças são desafiadas a problematizar as questões que surgem e motivadas a uma apropriação do trabalho proposto, de tal forma que "se vejam nas atividades e as percebam como algo delas próprias". Nestas situações, os temas discutidos na Roda de Conversa são, geralmente, apresentados pelo educador. Mas há que ressaltar a preocupação com a não manipulação das idéias construídas.
A roda de conversa é caracterizada pelos educadores de infância como um recurso pedagógico que vai proporcionando o uso da palavra, que não é apenas o som, mas que é, também, pensamento, concepção de mundo, ação, posicionamento diante da realidade.
A criação de um clima de confiança, respeito e afeto em que as crianças experimentem o prazer e a necessidade de se comunicar apoiadas na parceria do adulto é fundamental.
A roda de conversa é o momento privilegiado de diálogo e intercâmbio de idéias. Por meio desse exercício cotidiano as crianças podem ampliar suas capacidades comunicativas, como a fluência para falar, perguntar, expor suas idéias, dúvidas e descobertas, ampliar seu vocabulário e valorizar o grupo como instância de troca e aprendizagem.
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Frases das Diretrizes:
"A organização dos conteúdos e as metodologias de trabalho"
1) O tema gerador visa as necessidades e interesses das crianças e ao mesmo tempo deixa claro os objetivos dos adultos.
2) O professor saindo do senso comum favorece o desenvolvimento da criança incentivando a descoberta e fornecendo informações.
3) Originam-se de festas, eventos ou comemorações periodicamente celebrados, ligados ou não ao cotidiano da criança.
4) A atenção dada à criança gera em si um maior interesse deixando o grupo manifestar suas opiniões, é possivel vários subtemas tratados.
5) Quebrar preconceitos é levar a criança à compreensão de diferentes valores que há na sociedaade.
6) Devemos colocar nos temas uma visão maleável e abrangente que tenha contexto ao mesmo tempo.
7) Os temas cíclicos devem ser trabalhados de forma crítica e significativa, evitando passar valores acríticos.
8) ???
9) O professor deve escolher um tema transformador, não desgastando os alunos, assim variando a sua duração.
10) O tema é o "fio" que conduz e organiza conhecimentos que articulam em torno dos temas.
1) O tema gerador visa as necessidades e interesses das crianças e ao mesmo tempo deixa claro os objetivos dos adultos.
2) O professor saindo do senso comum favorece o desenvolvimento da criança incentivando a descoberta e fornecendo informações.
3) Originam-se de festas, eventos ou comemorações periodicamente celebrados, ligados ou não ao cotidiano da criança.
4) A atenção dada à criança gera em si um maior interesse deixando o grupo manifestar suas opiniões, é possivel vários subtemas tratados.
5) Quebrar preconceitos é levar a criança à compreensão de diferentes valores que há na sociedaade.
6) Devemos colocar nos temas uma visão maleável e abrangente que tenha contexto ao mesmo tempo.
7) Os temas cíclicos devem ser trabalhados de forma crítica e significativa, evitando passar valores acríticos.
8) ???
9) O professor deve escolher um tema transformador, não desgastando os alunos, assim variando a sua duração.
10) O tema é o "fio" que conduz e organiza conhecimentos que articulam em torno dos temas.
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
Estudo Dirigido
Texto: “A organização dos conteúdos e as metodologias de trabalho”.
1. Defina com suas palavras o que são Temas Geradores?
R: São temas interessantes a serem trabalhados em sala de aula, sempre com um objetivo, voltado para cada faixa etária, para estimular o interesse da criança, sua curiosidade, a criticidade, autonomia e identidade e seu desenvolvimento infantil.
2. Descreva os dois temas apresentados na seleção dos Temas Geradores.
R: Temas cíclicos: Originam-se de festas, eventos ou comemorações periodicamente celebrados. É possível trabalhar, então, temas tais como: carnaval, páscoa, dia das mães, dia dos pais...
Temas geradores pelas crianças, suas famílias, professores e outros profissionais da escola: Das situações do dia-a-dia das crianças e de suas relações umas com as outras; De acontecimentos especiais; De problemas existentes no seu contexto de vida.
Título de sugestão, algumas maneiras de selecionar os temas geradores: O homem e suas diferenças; Trabalho; Família; Cidade e campo...
3. Explique cada uma das diretrizes a serem adotadas no desenvolvimento dos temas geradores.
R: * Permitir sempre a manifestação da curiosidade infantil, conciliando os interesses individuais de certas crianças com o tema explorado: No trabalho com temas geradores, percebe-se que um assunto considerado como de interesse para algumas crianças nem sempre estimula a participação das outras (pela própria diversidade de interesses manifestada na turma). Tentando atender variados níveis de interesse da turma, os temas passam a gerar atividades bem diferentes uma das outras, de modo a ampliar o universo de conhecimento das crianças.
* Quebrar preconceitos, evitando a imposição de modelos abstratos: É necessário a imposição que as crianças compreendem a heterogeneidade que caracteriza nossa sociedade.
* Imprimir aos temas uma visão flexível e ampla, e ao mesmo tempo contextualizada: Esse cuidado é importante porque dele dependem o dinamismo do currículo e a compreensão das crianças quanto ao movimento e às transformações que caracterizam o mundo físico e social.
* Garantir a criticidade e a criatividade no tratamento dos temas: Alguns temas críticos aparecem, em geral, relacionados a certos rituais que podem ser aproveitados, mas que precisam ser superados a fim de evitar a cristalização de dogmas ou de valores acríticos.
* Favorecer o acesso das crianças aos conhecimentos científicos em jogo nos diferentes temas: Esse ponto é importante para que a exploração do tema não fique limitada à experiência direta e ao senso comum. Por outro lado, é preciso levar em consideração as hipóteses explicativas que as crianças dão – nas diferentes etapas do seu desenvolvimento – aos fenômenos e relações do mundo físico e social, de maneira que cada criança tenha a possibilidade real de reconstruir os conhecimentos e de compreendê-los.
* Variar a duração dos temas de acordo com a sua amplitude e com o interesse da turma: Os temas podem durar uma, duas ou mais semanas, dependendo de sua abrangência, da própria situação que lhes dá origem e, principalmente, no envolvimento e interesse manifestado pelas crianças.
* Articular as diferenças áreas do conhecimento em função e no interior do tema: O tema é fio condutor e, dessa forma, ele move e, ao mesmo tempo, organiza as atividades e os conhecimentos. Dessa forma, o planejamento curricular precisa dar conta desse dinamismo, favorecendo a ampliação daquilo que as crianças já conhecem em relação à comunicação e expressão, à matemática, às ciências naturais e às ciências sociais, sem fragmentar esses conhecimentos, mas, inversamente, integrando-os.
Assim, ao se desenvolver cada tema, é preciso prever quais conhecimentos possivelmente estarão em jogo e, mais do que isso, como as crianças poderão reconstruí-los nas diferentes atividades. Como conseqüência, em cada atividade esses conhecimentos vão sendo trabalhados de forma significativa.
4. Escolha um tema e elabore um plano de aula no modelo do tema gerador.
Tema Gerador: A criança e a família
- Ciências Sociais
# Conhecimento social:
* Pessoas que fazem parte da família (componentes).
* Reconhecimento de si próprio como membro de uma família.
* Identificação dos componentes da família (relação de parentesco).
# Conhecimento natural:
* Características físicas dos componentes da família.
* Reprodução, crescimento e conhecimento das diferentes etapas da vida.
* Percepção da existência de diversos valores e costumes (alimentação, vestimentas, formas de lazer, etc).
# Conhecimento lógico-matemático:
* Relação de parentesco.
* Número de irmãos.
* Conhecimento do local e tipo de moradia (endereço, rua, número, bairro...).
* Seriação (por tamanho, por idade).
* Exploração e conhecimento do corpo (lateralidade, localização).
# Conhecimento lingüístico:
* Valorização da história de vida das famílias.
* Exploração do “espaço” da criança na sua casa (vida cotidiana) e datas significativas (dia do aniversário).
* Ampliação do vocabulário.
* Música, piada, histórias contadas e cantadas por pessoas da família.
1. Defina com suas palavras o que são Temas Geradores?
R: São temas interessantes a serem trabalhados em sala de aula, sempre com um objetivo, voltado para cada faixa etária, para estimular o interesse da criança, sua curiosidade, a criticidade, autonomia e identidade e seu desenvolvimento infantil.
2. Descreva os dois temas apresentados na seleção dos Temas Geradores.
R: Temas cíclicos: Originam-se de festas, eventos ou comemorações periodicamente celebrados. É possível trabalhar, então, temas tais como: carnaval, páscoa, dia das mães, dia dos pais...
Temas geradores pelas crianças, suas famílias, professores e outros profissionais da escola: Das situações do dia-a-dia das crianças e de suas relações umas com as outras; De acontecimentos especiais; De problemas existentes no seu contexto de vida.
Título de sugestão, algumas maneiras de selecionar os temas geradores: O homem e suas diferenças; Trabalho; Família; Cidade e campo...
3. Explique cada uma das diretrizes a serem adotadas no desenvolvimento dos temas geradores.
R: * Permitir sempre a manifestação da curiosidade infantil, conciliando os interesses individuais de certas crianças com o tema explorado: No trabalho com temas geradores, percebe-se que um assunto considerado como de interesse para algumas crianças nem sempre estimula a participação das outras (pela própria diversidade de interesses manifestada na turma). Tentando atender variados níveis de interesse da turma, os temas passam a gerar atividades bem diferentes uma das outras, de modo a ampliar o universo de conhecimento das crianças.
* Quebrar preconceitos, evitando a imposição de modelos abstratos: É necessário a imposição que as crianças compreendem a heterogeneidade que caracteriza nossa sociedade.
* Imprimir aos temas uma visão flexível e ampla, e ao mesmo tempo contextualizada: Esse cuidado é importante porque dele dependem o dinamismo do currículo e a compreensão das crianças quanto ao movimento e às transformações que caracterizam o mundo físico e social.
* Garantir a criticidade e a criatividade no tratamento dos temas: Alguns temas críticos aparecem, em geral, relacionados a certos rituais que podem ser aproveitados, mas que precisam ser superados a fim de evitar a cristalização de dogmas ou de valores acríticos.
* Favorecer o acesso das crianças aos conhecimentos científicos em jogo nos diferentes temas: Esse ponto é importante para que a exploração do tema não fique limitada à experiência direta e ao senso comum. Por outro lado, é preciso levar em consideração as hipóteses explicativas que as crianças dão – nas diferentes etapas do seu desenvolvimento – aos fenômenos e relações do mundo físico e social, de maneira que cada criança tenha a possibilidade real de reconstruir os conhecimentos e de compreendê-los.
* Variar a duração dos temas de acordo com a sua amplitude e com o interesse da turma: Os temas podem durar uma, duas ou mais semanas, dependendo de sua abrangência, da própria situação que lhes dá origem e, principalmente, no envolvimento e interesse manifestado pelas crianças.
* Articular as diferenças áreas do conhecimento em função e no interior do tema: O tema é fio condutor e, dessa forma, ele move e, ao mesmo tempo, organiza as atividades e os conhecimentos. Dessa forma, o planejamento curricular precisa dar conta desse dinamismo, favorecendo a ampliação daquilo que as crianças já conhecem em relação à comunicação e expressão, à matemática, às ciências naturais e às ciências sociais, sem fragmentar esses conhecimentos, mas, inversamente, integrando-os.
Assim, ao se desenvolver cada tema, é preciso prever quais conhecimentos possivelmente estarão em jogo e, mais do que isso, como as crianças poderão reconstruí-los nas diferentes atividades. Como conseqüência, em cada atividade esses conhecimentos vão sendo trabalhados de forma significativa.
4. Escolha um tema e elabore um plano de aula no modelo do tema gerador.
Tema Gerador: A criança e a família
- Ciências Sociais
# Conhecimento social:
* Pessoas que fazem parte da família (componentes).
* Reconhecimento de si próprio como membro de uma família.
* Identificação dos componentes da família (relação de parentesco).
# Conhecimento natural:
* Características físicas dos componentes da família.
* Reprodução, crescimento e conhecimento das diferentes etapas da vida.
* Percepção da existência de diversos valores e costumes (alimentação, vestimentas, formas de lazer, etc).
# Conhecimento lógico-matemático:
* Relação de parentesco.
* Número de irmãos.
* Conhecimento do local e tipo de moradia (endereço, rua, número, bairro...).
* Seriação (por tamanho, por idade).
* Exploração e conhecimento do corpo (lateralidade, localização).
# Conhecimento lingüístico:
* Valorização da história de vida das famílias.
* Exploração do “espaço” da criança na sua casa (vida cotidiana) e datas significativas (dia do aniversário).
* Ampliação do vocabulário.
* Música, piada, histórias contadas e cantadas por pessoas da família.
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
RCNEI - Resumo Movimento

Introdução
O movimento é uma importante dimensão do desenvolvimento e da cultura humana. As crianças se movimentam desde que nascem, adquirindo cada vez maior o controle sobre seu próprio corpo, engatinham, caminham, manuseiam objetos, correm, saltam, brincam, etc.
O movimento humano é portanto o mais simples deslocamento do corpo no espaço.
Esses movimentos incorporam-se aos comportamentos dos homens, resultam das interações sociais e da relação do homem com o meio. Sua multiplicidade, funções e manifestações do ato motor, propicia um amplo aspecto da motricidade das crianças, abrangendo posturas corporais bem como outras atividades cotidianas.
A criança e o movimento
As diversidades de práticas pedagógicas caracterizam diferentes concepções quanto ao sentido e funções atribuídas ao movimento cotidiano das creches, pré-escolas, e instituições. Além do objetivo disciplinar á também o objetivo pessoal e social. Para uma criança pequena o movimento significa muito mais do que mexer partes do corpo ou deslocar-se no espaço, o ato motor faz-se presente em suas funções expressivas, pode-se dizer que no inicio do desenvolvimento predomina a dimensão subjetiva da motricidade com a interação do seu meio social. Somente aos poucos que se desenvolve a dimensão objetiva que corresponde as competências instrumentais, para agir sobre o espaço e o meio físico.
O bebê muitas vezes se mexe descontroladamente, determinado a torcer o corpo, isso pode significar que o bebê esta com cólica, assim a primeira função do ato motor esta ligado a expressão. Esta expressão continua com as adultas de uma forma freqüente. Exemplo: é como os gestos podem ser utilizados, pra pontuar a fala, por meio de movimentos das mãos e do corpo, o manuseio de objetos também são específicos na atividade cotidiana como, lápis, bolas, cordas, etc.
Na Educação Infantil, os jogos, os brinquedos, a dança e as práticas esportivas, revelam por seu lado a cultura corporal de cada grupo social, influenciando a questão motora da criança. Assim muitas instituições estão investindo cada vez mais neste tipo de atividade, fazendo parte da rotina escolar e incorporando os diferentes significados que lhe são atribuídos.
Primeiro ano de vida
Nessa fase predomina a dimensão subjetiva do movimento, o diálogo afetivo que se estabelece com o adulto, caracterizando pelo toque corporal, manipulação de voz, expressão de sentido constituem um espaço de aprendizagem, a criança imita e cria suas reações. Antes de aprender a andar, a criança pode desenvolver formas alternativas de locomoção como arrastar-se ou engatinhar, essas ações permitem que o bebê descubra os limites do próprio corpo. Com o primeiro ano vem a conquista do gesto de preensão, locomoção e equilíbrio, isso oferece a criança a exploração de espaço, manipulação de objetos e realizar atividades diversificadas e desafiadoras.
Crianças de um a três anos
Logo que aprende a andar, a criança se diverte com a independência e por uma maior disponibilidade das mãos a coordenação motora é mais segura possibilitando a manipulação de objetos. Outro aspecto é o desenvolvimento dos gestos simbólicos, tanto na função indicativa que é o pintar, apontar, dar tchau, etc. Como no faz-de-conta, colocando os braços na posição de ninar, as balançam fazendo de conta que estão embalando uma boneca.
No plano de consciência corporal, nessa idade a criança começa a conhecer a imagem de seu corpo e, suas características físicas que é fundamental para a construção de sua identidade, o educador pode organizar o ambiente com materiais que propiciam essa descoberta, os segurando e valorizando suas atividades cotidianas.
Crianças de quatro a seis anos
Nessa faixa etária constata-se uma ampliação do repertório de gestos instrumentais, como recortar, colar, encaixar peças, etc. Além disso permanece a tendência lúdica da motricidade, sendo comum a criança ter atenção desviada para vários brinquedos ao mesmo tempo.
Gradativamente seu movimento se reflete na capacidade de planejar antecipações ou seja, pensar antes de agir, assim a criança planeja seu próprio movimento. O maior controle sobre a própria ação resulta em diminuição da impulsividade motora que predomina quando bebê.
As práticas culturais oferecidas pelo meio desenvolve capacidades e constrói repertórios próprios, como habilidade de subir em árvores, escalar, pular distâncias, etc., devida a essa variedade de cultura a criança se torna privilegiada em seu desenvolvimento, podendo o professor com isso propor atividades em que a criança de forma mais sistemática descubra ainda mais seus sinais vitais e de alterações como a respiração, os batimentos cardíacos e sentimentos que podem ser trabalhados como experiências vencidas por meio do ambiente.
Orientações gerais - conclusão
É muito importante que o professor perceba os diversos significados que pode ter a atividade motora para as crianças, contribuindo para que ela tenha uma percepção adequada de seus recursos corporais. A organização do ambiente, dos materiais e do tempo visam auxiliar e devem ser amplos o suficiente para acolher as manifestações da motricidade infantil, para poder organizar e avaliar se a criança esta se desenvolvendo ou não perante os demais, principalmente nos berçários, onde a atenção deve ser redobrada para uma possível resolução futura.
O movimento é uma importante dimensão do desenvolvimento e da cultura humana. As crianças se movimentam desde que nascem, adquirindo cada vez maior o controle sobre seu próprio corpo, engatinham, caminham, manuseiam objetos, correm, saltam, brincam, etc.
O movimento humano é portanto o mais simples deslocamento do corpo no espaço.
Esses movimentos incorporam-se aos comportamentos dos homens, resultam das interações sociais e da relação do homem com o meio. Sua multiplicidade, funções e manifestações do ato motor, propicia um amplo aspecto da motricidade das crianças, abrangendo posturas corporais bem como outras atividades cotidianas.
A criança e o movimento
As diversidades de práticas pedagógicas caracterizam diferentes concepções quanto ao sentido e funções atribuídas ao movimento cotidiano das creches, pré-escolas, e instituições. Além do objetivo disciplinar á também o objetivo pessoal e social. Para uma criança pequena o movimento significa muito mais do que mexer partes do corpo ou deslocar-se no espaço, o ato motor faz-se presente em suas funções expressivas, pode-se dizer que no inicio do desenvolvimento predomina a dimensão subjetiva da motricidade com a interação do seu meio social. Somente aos poucos que se desenvolve a dimensão objetiva que corresponde as competências instrumentais, para agir sobre o espaço e o meio físico.
O bebê muitas vezes se mexe descontroladamente, determinado a torcer o corpo, isso pode significar que o bebê esta com cólica, assim a primeira função do ato motor esta ligado a expressão. Esta expressão continua com as adultas de uma forma freqüente. Exemplo: é como os gestos podem ser utilizados, pra pontuar a fala, por meio de movimentos das mãos e do corpo, o manuseio de objetos também são específicos na atividade cotidiana como, lápis, bolas, cordas, etc.
Na Educação Infantil, os jogos, os brinquedos, a dança e as práticas esportivas, revelam por seu lado a cultura corporal de cada grupo social, influenciando a questão motora da criança. Assim muitas instituições estão investindo cada vez mais neste tipo de atividade, fazendo parte da rotina escolar e incorporando os diferentes significados que lhe são atribuídos.
Primeiro ano de vida
Nessa fase predomina a dimensão subjetiva do movimento, o diálogo afetivo que se estabelece com o adulto, caracterizando pelo toque corporal, manipulação de voz, expressão de sentido constituem um espaço de aprendizagem, a criança imita e cria suas reações. Antes de aprender a andar, a criança pode desenvolver formas alternativas de locomoção como arrastar-se ou engatinhar, essas ações permitem que o bebê descubra os limites do próprio corpo. Com o primeiro ano vem a conquista do gesto de preensão, locomoção e equilíbrio, isso oferece a criança a exploração de espaço, manipulação de objetos e realizar atividades diversificadas e desafiadoras.
Crianças de um a três anos

Logo que aprende a andar, a criança se diverte com a independência e por uma maior disponibilidade das mãos a coordenação motora é mais segura possibilitando a manipulação de objetos. Outro aspecto é o desenvolvimento dos gestos simbólicos, tanto na função indicativa que é o pintar, apontar, dar tchau, etc. Como no faz-de-conta, colocando os braços na posição de ninar, as balançam fazendo de conta que estão embalando uma boneca.
No plano de consciência corporal, nessa idade a criança começa a conhecer a imagem de seu corpo e, suas características físicas que é fundamental para a construção de sua identidade, o educador pode organizar o ambiente com materiais que propiciam essa descoberta, os segurando e valorizando suas atividades cotidianas.
Crianças de quatro a seis anos
Nessa faixa etária constata-se uma ampliação do repertório de gestos instrumentais, como recortar, colar, encaixar peças, etc. Além disso permanece a tendência lúdica da motricidade, sendo comum a criança ter atenção desviada para vários brinquedos ao mesmo tempo.
Gradativamente seu movimento se reflete na capacidade de planejar antecipações ou seja, pensar antes de agir, assim a criança planeja seu próprio movimento. O maior controle sobre a própria ação resulta em diminuição da impulsividade motora que predomina quando bebê.
As práticas culturais oferecidas pelo meio desenvolve capacidades e constrói repertórios próprios, como habilidade de subir em árvores, escalar, pular distâncias, etc., devida a essa variedade de cultura a criança se torna privilegiada em seu desenvolvimento, podendo o professor com isso propor atividades em que a criança de forma mais sistemática descubra ainda mais seus sinais vitais e de alterações como a respiração, os batimentos cardíacos e sentimentos que podem ser trabalhados como experiências vencidas por meio do ambiente.
Orientações gerais - conclusão
É muito importante que o professor perceba os diversos significados que pode ter a atividade motora para as crianças, contribuindo para que ela tenha uma percepção adequada de seus recursos corporais. A organização do ambiente, dos materiais e do tempo visam auxiliar e devem ser amplos o suficiente para acolher as manifestações da motricidade infantil, para poder organizar e avaliar se a criança esta se desenvolvendo ou não perante os demais, principalmente nos berçários, onde a atenção deve ser redobrada para uma possível resolução futura.
Assinar:
Postagens (Atom)

